Leitura Aventuras e desventuras da tropa do Rio na Paulista

Aventuras e desventuras da tropa do Rio na Paulista

O grande teste de prestígio na manifestação convocada ontem por Jair Bolsonaro e Silas Malafaia era a cor da pulseira. Só quem tinha a verdinha podia subir no carro de som do ex-presidente. Os “despulseirados” tinham que se acomodar em outros trios — ou ficar pelo chão mesmo.

Do Rio, os ungidos foram os deputados estaduais Anderson Morais e Márcio Gualberto (que são próximos a Jair) e Douglas Ruas (um queridinho do presidente estadual e líder do PL na Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes). Thiago Gagliasso deu um jeito de subir no cobiçado palanque — mas só no finzinho do ato.

Dos federais, além de Altineu, tiveram passagem livre Alexandre Ramagem, pré-candidato a prefeito do Rio; Carlos Jordy, pré-candidato em Niterói; o inseparável Hélio Lopes, o Hélio Negão; e Eduardo Pazuello (que só deu pinta por um tempinho e foi embora).

Levanta praia

No início do discurso do pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, estavam ao seu lado todos os governadores presentes: o de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o de Minas Gerais, Romeu Zema (PL); o de Goiás, Ronaldo Caiado (União); e o de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).

Mas, quando o pastor endureceu o tom, e começou a criticar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, os governadores foram descendo, um a um, do carro de som — e só ficou Tarcísio.

Precavidos, só voltaram quando o homem largou o microfone.

Piadinha

A brincadeirinha do evento era dizer, ao ouvido dos mais preocupados: “O pastor Silas está chamando e pediu para você ficar do lado dele”.

Os herdeiros

Dos filhos de Jair Bolsonaro, só o senador Flávio estava presente.

O deputado federal Eduardo estava num encontro de políticos de direita nos Estados Unidos.

Já Carlos… Bem, uma péssima língua lembrou que vereador não tem foro. E quem não tem, tem medo. Até as 22h de ontem, o moço sequer tinha feito qualquer postagem sobre o evento nas suas redes sociais.

Dois dedos de prosa

O secretário estadual de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, Alexandre Isquierdo (Republicanos), andou contando nas rodas que pode ser o próximo presidente da Câmara do Rio, caso Eduardo Paes (PSD) seja reeleito prefeito em outubro. Mas, ontem, na Paulista, foi visto em altas conversas com Ramagem — adversário de Paes.

Afinal, conversar não ofende, né?

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Isquierdo abraçado com Ramagem. A ocasião faz as conexões – Reprodução

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