Leitura Com os pareceres de todas as comissões na mão, governistas podem pôr em votação projeto da Guarda armada nesta terça-feira

Com os pareceres de todas as comissões na mão, governistas podem pôr em votação projeto da Guarda armada nesta terça-feira

A Comissão de Trabalho da Câmara do Rio recebeu, nesta segunda-feira (02), as respostas ao requerimento de informações (R.I) que encaminhou à Prefeitura do Rio, na última quinta, com uma série de perguntas sobre o projeto de lei complementar que vai fixar as regras para o uso de armas pela Guarda Municipal.

Como já era esperado, o executivo, que normalmente demora até três meses para responder a um R.I, devolveu o documento em tempo recorde — já que, desta vez, a presteza era de seu interesse.

Com isso, caiu a última barreira montada pelo PSOL no bunker do Trabalho. O primeiro foi o pedido de vistas — mas o prazo já tinha se encerrado na sexta. O colegiado foi obrigado a dar o seu parecer sobre a emenda apresentada pelo PL ao projeto da Guarda.

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A resposta da Prefeitura do Rio ao requerimento de informações da Comissão de Trabalho foi enviada à Câmara em tempo recorde – Foto: Reprodução

A Comissão de Trabalho deu parecer favorável à emenda, e liberou o projeto da Guarda para a votação

Na Comissão de Segurança, Talita Galhardo (PSDB) — que na semana passada não foi à reunião alegando motivos de saúde — se uniu ao governista Felipe Boró (PSD) para dar o parecer. Juntos, eles foram a favor da emenda apresentada pelo PL. Mas não atrasaram mais a apreciação do projeto.

“Sou favorável à emenda e a favor da Guarda. Mas não tinha o que fazer para segurar mais a votação”, disse Talita.

O presidente do colegiado, o oposicionista Rogério Amorim (PL), sequer foi convocado à reunião. Ele queria postergar o mais possível a votação do projeto, mas foi derrotado pelos colegas de comissão.

“Essa casa é tão submissa, que permite que uma comissão faça a reunião uma hora antes da hora marcada, e sem o conhecimento do presidente”, disse Rogério, revoltado.

Os dois pareceres eram os que faltavam para pôr o projeto em votação. Os governistas, que de bobos não têm nada, já colocaram o tema na pauta desta terça-feira.

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