Leitura Defesa cita ‘vitória acachapante’ de Castro para sustentar tese de que contratações da Ceperj não influíram no resultado

Defesa cita ‘vitória acachapante’ de Castro para sustentar tese de que contratações da Ceperj não influíram no resultado

A defesa do governador Cláudio Castro (PL) entregou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), nesta segunda-feira (13), as alegações finais no processo sobre as folhas de pagamento fantasma da Fundação Ceperj e da Uerj. O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a cassação da chapa eleita em 2022 para o governo do estado, formada por Castro e Thiago Pampolha (MDB), por abuso de poder político e econômico.

A defesa se baseia, principalmente, no fato de a chapa Castro-Pampolha ter vencido a eleição no primeiro turno, “de forma acachapante”, com 4.930.288 votos — mais de 2,6 milhões a mais que o segundo colocado — para sustentar a tese de que os contratados pela Ceperj e Uerj não fizeram diferença no resultado. Alega ainda “a absoluta falta de conexão eleitoral em relação aos fatos ventilados”. E segue: “Apesar das 89 laudas contidas na petição inicial e das 117 páginas das alegações finais, o MPE não conseguiu comprovar a sua tese acusatória, com a juntada de milhares de documentos”.

“Portanto, não há ato com viés eleitoreiro, tampouco se afirma a influência perante o eleitorado, não se cogita a procedência de ação”, conclui.

A defesa também diz que tanto a Fundação Ceperj quanto a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) tinham autonomia e não há qualquer ato assinado por Cláudio Castro incluído nas irregularidades apontadas pela peça acusatória. E que a Ceperj existe há anos, não foi criada no período eleitoral, e sempre foi uma instituição voltada ao fomento e ao desenvolvimento de políticas públicas. “Os serviços existiam e pessoas trabalharam, como narrado pelas testemunhas arroladas pela própria acusação”, diz o texto.

No caso da Uerj, a defesa lembra que o então reitor da universidade, Ricardo Lodi, filiou-se ao PT em 2021 e foi candidato pelo partido do presidente Lula ao cargo de deputado federal — apoiando Freixo, adversário de Castro. E cita o fato de Lodi não ser um dos acusados pelo Ministério Público.

“Apesar da narrativa de conluio, o reitor da Uerj não foi incluído. Assim, se a tese autoral se sustenta em suposto desvio de finalidade no âmbito da Uerj, cujo reitor foi candidato a deputado federal pelo partido opositor, deveria o autor ter incluído o mesmo”, diz a defesa de Castro.

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