Leitura Em dia de troca de acusações, Castro chama Paes de traidor com ‘coerência seletiva’

Em dia de troca de acusações, Castro chama Paes de traidor com ‘coerência seletiva’

O governador Cláudio Castro (PL) subiu o tom nesta quarta-feira (28) e desafiou o prefeito Eduardo Paes (PSD) a “dizer qual a delegacia ou batalhão pertence a algum deputado”. Paes tem afirmado — inclusive no debate da Band — que a segurança pública do estado está loteada entre os parlamentares.

O governador também lembrou que o prefeito, embora critique a política de segurança, nomeou o ex-secretário da Polícia Militar Luiz Henrique Marinho Pires como assessor-chefe de Integração e Políticas de Segurança Pública em seu gabinete. O coronel Henrique ficou na secretaria entre 2021 e abril deste ano.

“Mais uma vez, Eduardo Paes com a sua coerência seletiva. Contratou o que foi mais tempo secretário. Ele critica uma coisa e depois contrata o cara que era o responsável?”, disparou Castro.

Mais cedo, os dois já tinham trocado outras farpas. Castro havia dito, em discurso no evento de entrega da premiação de R$ 2,5 milhões a policiais civis e militares que participaram da apreensão de 500 fuzis, que “a cidade está toda suja e tem gente brincando de influencer”.

Paes respondeu à tarde, durante visita ao Ginásio Educacional Tecnológico (GET) Mestre Diego Braga, em Rio das Pedras. Em entrevista ao jornal “O Globo”, que acompanhou os dois eventos, ironizou.

“Quanto mais o Cláudio Castro me criticar, mais eu agradeço. Nós somos absolutamente antagônicos, ele administra de um jeito e eu de forma totalmente diferente”, disse.

Ao ser questionado sobre o fechamento das escolas em dia de operação policial, disparou:

“Essa é a tragédia da segurança pública no Rio de Janeiro, sob o comando do governo do estado, com sua incompetência tradicional”.

Castro lembra o socorro com recursos da Cedae

O governador disse que socorreu Paes quando ele mais precisava de ajuda, com a venda da Cedae — mas que o prefeito o ataca hoje, no calor do período eleitoral.

“Ele é o maior traidor da história da política. Traiu o PSDB e se aliou ao PT. Depois traiu o PT, o deputado dele votou pelo impeachment da Dilma. Traiu o Temer, traiu o Cabral, traiu o Pezão… E, por último, traiu até o Pedro Paulo, tirando ele da vice”, disse o governador.

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