Leitura Projeto de lei pode tirar poder do milionário Instituto Rio Metrópole

Projeto de lei pode tirar poder do milionário Instituto Rio Metrópole

Um projeto de lei complementar, protocolado na Assembleia Legislativa (Alerj), pode tirar poderes do Instituto Rio Metrópole (IRM). O órgão, nos últimos meses, tem lançado uma série de licitações para obras como sistemas de saneamento, sinalização e asfalto.

A matéria é de autoria dos deputados Alan Lopes e Filippe Poubel, ambos do PL e integrantes da chamada “tropa de choque” da Alerj. O objetivo é revogar a Lei Complementar 212/2023, que autoriza o IRM a promover a implementação de intervenções voltadas para a melhora da mobilidade urbana.

Na justificativa, Poubel e Lopes afirmam que a autorização propicia que o instituto realize investimentos para obter benefícios eleitorais. Para os deputados, não é razoável que o estado, em Regime de Recuperação Fiscal, destine R$ 150 milhões para o fortalecimento do capital eleitoral de determinados políticos.

“A LC 212 teve um viés eleitoral, utilizando o Instituto Rio Metrópole como instrumento político para alcançar benefícios eleitorais. Obras de pavimentação em vias urbanas foram realizadas e associadas a determinados políticos, evidenciando essa finalidade”, justificam Lopes e Poubel.

Interesse do presidente

Ainda segundo os parlamentares, o IRM favorece certos municípios em detrimento de outros, conforme interesse do presidente do instituto, Davi Perini Vermelho. A iniciativa dos deputados cita também que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) emitiu parecer declarando inconstitucional a LC 212, quando esta ainda era um projeto.

“O Instituto Rio Metrópole se vale da lei complementar para a realização de diversas obras de asfalto, concreto e sinalização de ruas das cidades onde o presidente tem interesse político”, acrescenta a justificativa do projeto.

Desse modo, Poubel e Lopes dizem que a intenção, ao proporem a revogação da LC 212, é fazer o instituto retornar à sua atribuição original, com a atuação voltada ao planejamento. O projeto de lei complementar não prevê alteração na organização interna do Rio Metrópole.

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